Fringe – 4ª Temporada – Teaser 3

Sebastian Roche participará de The Vampire Diaries

O ator Sebastian Roche, também conhecido como o anjo Balthazar em Supernatural e como Thomas Newton em Fringe, vai participar da terceira temporada de The Vampire Diaries. Roche passa de anjo em SPN para um caçador de vampiros em TVD e irá atormentar a vida de Klaus.

Segundo a produtora Julie Plec, Roche será “um homem misterioso que aparenta estar caçando vampiros”. Ele estará focado em Klaus, o que amedrontará o Original. “Por alguma razão, Klaus, que não deveria ter medo de ninguém, parece preocupado com esta pessoal”, disse Plec à Entertainment Weekly.

Então, o personagem de Roche, que ainda não tem nome, seria o grande vilão desta temporada? Aparentemente, não. “Ele é grande e ele é mau, mas eu não ousaria dizer se ele é o verdadeiro vilão ou não, marca registrada do Joss Whedon”, ela provoca. Ela explica que se nós fãs entendemos um pouco do jeito como eles estruturam a temporada ‘à lá Joss Whedon’, então há vilões maiores e piores chegando no meio da temporada.

Sebastian Roche deve aparecer nos nove primeiros episódios da terceira temporada. E aí, animados com a escalação do ator? Eu estou. :-)

Fringe – 4a Temporada – TEASER 2

29/07/2011 por  
Categoria: Fringe, Rapidinhas

[Comic-Con 2011] Painel de Fringe

24/07/2011 por  
Categoria: Comic-Con, Fringe, Notícias

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Fringe – 4a Temporada – TEASER

15/07/2011 por  
Categoria: Fringe, Rapidinhas

Fringe – 3×22 – The Day We Died [Season Finale]

Season finale bem ao jeito de Fringe: chocante, cheio de mistério e emocionante.

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Fringe – 3×21 – The Last Sam Weiss

Mais uma vez Fringe traz outro excelente episódio, com cara de season finale Leia mais

Fringe – 3×20 – 6:02 AM EST

É o começo da guerra, que até então só existia na mente do Walternativo, e do fim de um dos universos. E mais um ótimo episódio de Fringe. Grande novidade, não é mesmo?

Na realidade, eu só tive um problema com esse episódio: sua duração. Por mim, teria muito mais do quarenta e poucos minutos fácil, fácil. Vários acontecimentos, informações e reviravoltas, tudo vindo à tona de forma rápida e deixando aquela sensação de ‘como assim acabou o episódio? Quero ver o resto!’.

6:02 AM EST faz referência ao período que o Walternativo ativa sua versão da máquina da destruição utilizando o DNA do Henry, filho do Peter. Pois é, o Walternativo ativa a máquina lá, para salvar o universo deles, e a versão da máquina daqui também é ativada, mas para destruir. Resultado? Vários fenômenos e vórtices acontecendo no lado de cá.

Detalhe: só eu achei interessante o fato das ovelhas serem uma das primeiras vítimas nesses fenômenos? Lembram de que no outro universo as ovelhas foram extintas? Isso é dito no episódio Immortality, aquele mesmo que traz a revelação da gravidez da BOlivia.

Pois bem, enquanto Walternativo opta por destruir o universo em que Peter foi criado, e isso inclui também a destruição de seu filho; Walter concorda, ainda que relutante, em deixar Peter entrar em contato com a máquina para tentar desligá-la.

E aí vem um dos momentos que mais gostei, a referência ao episódio The Firefly (John Noble disse numa entrevista que esse é um dos três episódios favoritos dele): ‘dê-lhe as chaves e salve a garota’. Morri. Finalmente, Walter entendeu o teste do September e chegou o momento de ver se estaria disposto a sacrificar seu filho para restaurar o equilíbrio que ele rompeu quando trouxe Peter do outro universo.

Lembram de quando Peter descobriu que era do outro universo e a relação de confiança entre ele e Walter foi abalada? E que essa relação foi aos poucos sendo restabelecida durante essa temporada? Acho que neste episódio a gente pode falar que eles confiam um no outro novamente, afinal, Peter precisa de Walter para frear as ações do Walternativo.

Além disso, Walter sempre acreditou, por mais que não identificasse facilmente, que deveria existir outro jeito de lidar com a colisão entre os universos sem prejudicar Peter, ideia que não pesou na tomada de decisão do Walternativo, que estava disposto a perder o filho definitivamente. No final das contas, quem é digno de confiança e pai de verdade nessa história? Walter.

E como foram bonitos os diálogos entre Peter e Walter, não é mesmo? John Noble estava maravilhoso como sempre. É de partir o coração em alguns momentos. Há também outras cenas muito bonitas, como a do diálogo entre Broyles e Walter, na qual ele assume seu egoísmo ao raptar Peter, e diz que sua opinião como pai não importa; e a cena que ele conversa com Deus.

Mesmo que tenha gostado dessa cena da conversa com Deus, tenho algumas ressalvas com ela, pois acho que se fosse mais longa e em outro momento a série adentraria numa atmosfera/temática religiosa que Fringe costuma não ter e espero que continue não tendo, a não ser que seja para trazer algo bizarro e que fuja do clichê.

Mas, nesse episódio, nessa ocasião e contexto de pai desesperado que não sabe a quem recorrer e está cheio de culpa, a cena da conversa de Walter com Deus foi muito bonita e serviu para ver a diferença entre ele e sua versão alternativa, como Walter realmente mudou, e, principalmente, pela referência ao episódio White Tulip, que, aliás, é belíssimo.

O legal disso tudo é que souberam misturar as histórias dos personagens principais à tensão do iminente fim de um dos universos sem transformar tudo num dramalhão barato. Ainda bem.

No lado de cá, enquanto a gente via Olivia realizada e feliz acordando ao lado Peter, falando que a manhã é sua parte favorita do dia por ser um momento cheio de promessas (após ver Walter peladinho andando pela casa), a gente tem a impressão de que tudo está perfeito para a moça, não é? Aí, vem a notícia de que a máquina foi ativada e dos eventos que estavam ocorrendo.

Over There, BOlivia descobre os planos do Walternativo e tenta ir ao outro universo para buscar Peter e deter o sogrinho. É o amor. E bom senso. Prova disso é que BOlivia estava realmente disposta a atravessar para o outro universo e abrir mão de seu filho para lutar pelo que acredita ser melhor para todos. Uma pena que seu plano deu errado e ela acabou trancada na cela que parece ser a mesma que Olivia ficou enquanto estava no lado de lá.

Imagina se ela conseguisse atravessar, como seria sensacional ver BOlivia e Olivia diante de Peter? Creio que seria uma boa oportunidade para ver se Olivia tem mesmo controle sobre suas emoções, como foi dito no episódio anterior.

E o que a gente descobre com tudo isso? O dispositivo que o Walternativo utilizou para atravessar para o outro universo na temporada passada não funciona direito, sem contar os efeitos colaterais que ele deixa, porém esse detalhe a gente já conhecia.

Além disso, lembra daquela história de quem Peter escolhesse, se Olivia ou BOlivia, determinaria a destruição de um dos universos? Ainda bem (sério, ainda bem mesmo!) que era ladainha.

Interessante é que os roteiristas inseriram o bebê na trama e descartaram, pelo menos momentaneamente, a possibilidade interação do Peter com a máquina, momento aguardado por muita gente de tanto que se insistia que ele seria o único capaz de ativá-la.

E finalmente a associação de Sam Weiss com os livros sobre as Primeiras Pessoas veio à tona. Depois de ser procurado em vários cantos, eis que Sam surge do nada, pede para Olivia levá-lo à máquina e ainda diz ‘Olivia, precisa confiar em mim agora, por favor’. E eu: NÃOOO! Lembram do anagrama no episódio Over There, Part 2? Aquele que dizia ‘Não confie em Sam Weiss (Don’t Trust Sam Weiss)’? Morri de novo. Chegou a hora de ver se Sam é digno de confiança. William Bell acreditava nele, resta saber se Olivia também deve.

Nessa história de ativar máquina, fiquei com muitas dúvidas: somente uma zona de instabilidade foi detectada Over There, nenhum outro evento que causasse destruição como aconteceu Over Here? A proteção de chumbo que o Brandon botou na máquina foi suficiente para deter os eventos lá? Não há uma consequência sequer para Walternativo?

E como a máquina rejeitou Peter tão violentamente se parte do DNA utilizado para ativá-la também é dele? Quer dizer que somente quem ativou a máquina possui poder sobre ela?

Será que Sam Weiss possui algum poder sobre a máquina? Ele é realmente confiável como diz Nina? Será que finalmente a gente vai descobrir o que ele é, se ele é uma das Primeiras Pessoas?

E o mais importante: cadê sexta-feira que não chega para responder todas essas perguntas, hein? Quero um episódio com 24 horas, por favor.

Bora ver outros pontos do episódio:

  • O Observer está aqui:

  • Os Glyphs formaram a palavra ‘Agent’, que significa ‘Agente’. Não faço a mínima ideia do que seja ou a que se refira. Talvez a palavra esteja relacionada a BOlivia, a um shapeshifter, a alguém que seja um agente/representante de algo (Sam Weiss, talvez?), ou a palavra se relacione a algo dos próximos episódios. Alguém tem mais ideias?

  • O Walternativo cita uma frase, atribuída ao físico Julius Robert Oppenheimer, que já apareceu no episódio ‘Peter’, só que citada pela ajudante do Walter, Carla Warren. Oppenheimer, que é conhecido como pai da bomba atômica, disse que pensou na frase ‘Now I am become Death, the destroyer of the worlds’, após o primeiro teste nuclear, em 1945.
  • Vermelho e azul estavam em todos os lados: no mapa do Walternativo (na cena que BOlivia vai ao seu escritório), o Henry estava de vermelho e azul novamente, e uma hora apareceu um pedaço duma outra roupa na cor amarela nele, cores que também estavam nos vidros da capela. A sala do Sam Weiss tinha vários objetos em vermelho e azul. E fiquei intrigada com um ponto vermelho na  cabeça Nina, isso segundos antes dela falar com Broyles, enquanto caminhava à sala. Será que quer dizer alguma coisa, hein?

  • Há uma referência ao episódio Entrada, ao mencionar o entrelaçamento quântico da máquina de escrever que BOlivia e os shapeshifters utilizavam para se comunicar com o outro universo.
  • A ‘Praga’ que Olivia menciona também já apareceu no episódio Grey Matters, aquele que Walter descobre que teve partes de seu cérebro retiradas pelo William Bell.
  • Não sei vocês, mas eu adorei o nome que a BOlivia deu ao filho (certamente em homenagem ao taxista): Henry. Também conhecido como o único bebê da face da terra que não chora. Já repararam?

E aí? Teorias? Agonias? Easter eggs? Odiou? Gostou? Preferia ter ido ver o filme do Pelé? Deixa tudo aí nos comentários, gente!

Fringe – 3×19 – Lysergic Acid Diethylamide

Não consigo encontrar palavra que defina o quão maravilhoso foi esse episódio. Provavelmente, um dos melhores da série. Além de ter todas as características que a série sempre apresenta, roteiro legal, qualidade técnica, boas atuações e tudo mais, Fringe é uma série que se arrisca, e, acredite, o resultado é sempre maravilhoso.

Dessa vez, o episódio foi Over Here e focado na tentativa de tirar a consciência do Belly do pequeno corpo da Olivia. Tudo isso do jeito que a gente gosta: muito LSD para adentrar na mente dela, encontrá-la e trazer sua consciência de volta antes que fosse tarde demais.

Como nada é perdido ou solto nessa série, essa incursão pela mente da Olivia fez uma bela duma referência à primeira temporada, quando Olivia compartilhou sonhos com Agente Scott, lembra? Tudo sob o episódio de psicotrópicos. Legal retomarem isso, né?

Pois bem, Peter sob o efeito de LSD foi extremamente engraçado, agora Broyles, que não estava participando do experimento, foi o ápice do engraçado! Memorável! Ótima sacada! Deve ter sido a primeira vez que a gente viu o personagem saindo da seriedade que lhe caracteriza, e, provavelmente, a primeira vez que ele sorri em três temporadas. E que fez a gente sorrir também.

Entretanto, em meio a toda bizarrice da viagem do Broyles, um momento tocante: ele viu a morte. Mas a morte de quem? Dele mesmo. Aliás, da sua versão alternativa. E ele verbalizar essa lembrança prova que de alguma forma a morte da sua versão alternativa o afetou, faceta emotiva bem diferente do que a gente está acostumado a ver.

Sabe o mais legal de tudo isso? É que LSD foi literalmente um episódio para se entrar na cabeça do personagem e entendê-lo. Isso foi feito em menor escala no caso de Broyles, e em maior no caso da Olivia.

E toda essa viagem pela mente da Olivia não foi à toa, pelo contrário, serviu para a gente saber que ela não estava perdida e sim com medo e escondida, e para mostrar a ela o quão forte e inteligente é, que é capaz de governar seus sentimentos (olha eles aqui de novo! Tema mais do que recorrente!) e não deixar o medo paralisá-la. Pois é, ela não é mais aquela garotinha rato de laboratório de Jacksonville.

Além disso, foi através da mente da Olivia que a gente teve dicas do que ela realmente pensa e o retorno mais do que inusitado de Nimoy, em forma de cartoon, minha gente! Belo jeito de ressuscitá-lo, arrastando os  outros personagens nisso também.

O que mais a gente soube através dessa viagem pela mente da Olivia? Pelo jeito, ela tem dúvidas sobre a fidelidade da Nina desde a primeira temporada. Por que Nina estaria contra Peter e Walter e tentaria matá-los? Ou Olivia desconfia dela, ou a mente da Olivia transformou Nina numa espécie de barreira, para evitar que não fosse encontrada, mas, mesmo assim, para que matar Walter?

Além disso, Olivia acha que o homem misterioso do Zeppelin, o moço do X na camiseta (já é chamado por aí de Mr. X), vai tentar matá-la. Fringe e seus cliffhangers.

Sobre essa história da tentativa de assassinato, há de se considerar vários fatores. Primeiro, como ela nunca viu o Mr. X se ele estava na mente dela? Meio difícil ela nunca ter visto o homem, né? Segundo, de onde ela tirou a ideia de que o Mr. X quer matá-la se nunca viu o homem? Há informações perdidas aí, mas certamente serão esclarecidas, duvido que um homem tentando matar Olivia vai ser deixado de lado.

Outro ponto: por que Walter, Peter, Bell e Nina aparentemente estavam no outro universo? Repararam no cartaz sobre Vortex (foto abaixo)? É lá do outro universo. Ademais, o Zeppelin e as duas torres também são de lá. Se tudo o que a gente viu for realmente do lado de lá, então quer dizer que o homem que supostamente tentará matar Olivia é de lá? Se sim, será que já apareceu em outros episódios e a gente não reparou?

LSD também foi um grande episódio para Walter e Peter, que finalmente ganhou alguns pontos, sobretudo com quem adora a Olivia, quando finalmente foi capaz de reconhecer que aquela mulher na casa parecia Olivia, mas não era ela. Pois é, finalmente. E também quando diz que ter ido salvá-la não foi tão perigoso quanto ir a outro universo para isso, como Olivia fez por ele, mas, mesmo assim, ele fez o que foi preciso para tê-la de volta.

Já para Walter, foi momento de descobrir que ele é capaz de tomar a decisão correta e justa no que se refere ao Peter e à máquina. Como o próprio Belly disse, Walter mudou. Essa afirmação me fez lembrar do episódio The Firefly, que September fez Walter passar por um teste para saber se ele seria capaz de sacrificar seu filho quando chegasse a hora.

No fundo, LSD foi mais um episódio sentimental, mas que fugiu da pieguice. Walter lidou com seus medos, com o luto e com a dor por perder definitivamente o amigo. Se é que foi o fim de William Bell mesmo, nunca se sabe.

Peter enfrentou tudo para ter sua namorada de volta, e foi capaz de reconhecer nos olhos da Pseudo-Olivia que aquela não era sua namorada. E Olivia aprendeu a dominar seu medo e ser forte, destemida, a não se esconder mais.

Resta ver o reflexo disso tudo agora na reta final dessa temporada. Será que Peter vai continuar fiel a Olivia e seu universo depois de descobrir sobre seu filho com BOlivia? Será que Olivia conseguiu mesmo controlar seu medo e sentimentos? Walter realmente será capaz de sacrificar seu filho e tomar a decisão justa quando os universos colidirem de vez?

Não sei vocês, mas estou no ápice da curiosidade para o final da temporada! Promete!

E outros detalhes:

  • O Observer está aqui, ó:

  • Os Glyphs formaram a palavra ‘Fears’, que significa ‘medos’. Só pode estar relacionada a Olivia.
  • Fringe tem outro episódio com nome de droga, além de LSD. É o Brown Betty, nome da mistureba que Walter faz e usa durante o episódio. E mesmo que Brown Betty seja um episódio da segunda temporada, eles têm mais do que o nome de drogas no título em comum, pois fogem da estrutura dos episódios de Fringe e se arriscam mais. Brown Betty foi um musical, LSD em cartoon. Além disso, ambos os episódios são muito mais sobre sentimentos do que sobre ações. Quem não se lembra do episódio, corre para ver, é muito bom.
  • Lembram de quando Roland, no episódio Marionette, disse a Olivia que viu nos olhos da jovem ressuscitada que ela não era o amor dele? Parecia, mas não era. Depois Olivia diz a mesma coisa a Peter, quando conversam no final do episódio, emendando algo do tipo ‘esperava que você soubesse me distinguir da BOlivia’? Em LSD, Peter foi capaz de fazer isso e falou uma frase parecida a do episódio Marionette, a de ver nos olhos da Pseudo-Olivia que ela não era sua namorada.
  • Viram o Belly tomando o whisky que o Widmore tomava em Lost? O MacCutcheon?

  • E o Belly falando ‘Aye, aye, captain’, hein? Star Trek total. Além dessa referência a Star Trek, também vi outra coisa: só consegui pensar em Matrix quando Peter aparece na mente da Olivia de óculos escuros.
  • Há clara influência do filme Inception, com os personagens andando pela mente alheia através dos sonhos. Outro fator que lembra e muito Inception, é quando os demais personagens param e ficam olhando para Peter e Walter. Há vários momentos no filme remetem a cena essa em Fringe. Se você ainda não viu Inception, corre para ver, pois é um ótimo filme. O título aqui no Brasil ficou como ‘A Origem’.
  • E os Brandons zumbis? Sensacional. Na hora lembrei de The Walking Dead.
  • E, para terminar, só tenho duas coisas a dizer:

1.

WALTER: Astro! Are we ready? // ASTRID: Just about, Wally. (Finalmente, Astrid revidou!)

2.

"You’re bald. I think he’s an observer". (MORRI! Alguém dá LSD ao Peter todos os episódios, por favor?)

E aí, vocês também gostaram do episódio? Têm teorias? Viram mais alguma referência, easter egg, ou alguma coisa? Contem aí nos comentários, gente!

Fringe – 3×18 – Bloodline

Não dá para começar de outro jeito. A notícia é velha, mas a alegria ainda é a mesma, Fringe foi renovada quando tudo apontava o contrário. Estou feliz? Estou. Mas nem por isso deixo de desconfiar e ficar com um pé atrás, afinal, é FOX, aquela que cancelou Lone Star depois de exibir somente dois dos seis episódios encomendados. É também aquela que cancelou Firefly após a exibição do 11º episódio da primeira temporada ir ao ar, sendo que foram produzidos quatorze episódios. Espero que ninguém grite ‘pegadinha do Mallandro’ e cancelem a série mais para frente. Espero muito que isso não aconteça.

Agora, bora falar do episódio que foi totalmente Over There, centrado na BOlivia e sua gravidez. Gostei do que vi, achei o episódio bem legal, cheio de detalhes, mas não é o meu favorito. Para mim, ficou claro que era preciso que acontecesse tudo o que aconteceu para poder terminar a temporada, o que só prova a importância do filho do Peter.

Outra sensação que tive é que o episódio foi feito para enganar o público. E, sinceramente, como é bom ser enganado por esse povo que faz Fringe, viu? Sabe aquela história de que o impossível pode acontecer, o que já leva a gente a pensar imediatamente na imprevisibilidade que a série tem? Foi bem isso que vi acontecer.

Primeiro, a gente descobriu que a gravidez bota a BOlivia e seu bebê em risco, já que ela sofre de Eclampsia Viral Propagada (doença inventada, tirando a parte da eclampsia, que existe de verdade).

Aí, a tal da EVP resulta, na maioria dos casos, na morte da criança e da mãe, coisa que aconteceu com Rachel e Ella lá no universo deles. Ou seja, você na hora já pensa que BOlivia e a criança vão morrer, ou pelo menos um deles, e essa é a sensação que percorre todo o episódio e que os roteiristas fizeram questão de brincar, junto ao mistério de quem mandou sequestrar a BOlivia.

E aí vem um elemento do episódio para confundir as ideias e tentar enganar a gente: o Observer do lado de fora da casa no exato momento que BOlivia fala com Lincoln sobre a sensação de estar sendo seguida. Depois, ela é sequestrada.

Todo o sequestro parecia muito bem arquitetado, sabiam da existência do rastreador da BOlivia, como extraí-lo, e os experimentos foram um tanto assustadores, com direito a bebê crescendo e se mexendo horrores dentro da barriga da mãe, ultrassom diferentão feito com luzes e BOlivia pastando em cima da mesa. Praticamente um show de horror para mulheres grávidas.

E a estranheza inteira provocada pela situação foi intensificada mais ainda quando BOlivia foge, a gente vê Chinatown, vitrines e bonecas aos montes, tudo bem bizarro, ainda mais quando você pensa que tem uma mulher com uma barriga de gestação de elefante berrando na rua e ninguém faz nada durante algum tempo.

A bizarrice só perdeu lugar quando Henry faz o parto da BOlivia (adoro Andre Royo interpretando Henry! Muito! Poderia ser personagem regular!), depois com a bonita declaração de amor do Lincoln (sou muito mais a BOlivia com Lincoln do que com Peter), e do momento ‘pronto, BOlivia morreu’. Tudo bem emocionante, né?

No meio disso tudo, o que resta pensar: ok, estão acelerando a gestação dela e o crescimento do bebê. Se for o Observer, ele sabe que a criança está em risco, e ela é importante, precisa ser salva, assim como Peter precisou um dia, o que justificaria sua intervenção na vida dos outros, ao invés de só observar.

Se outra pessoa for responsável pelo sequestro e aceleramento da gravidez, quem seria ela, de onde vem conhecimento e material para isso, e o porquê de tomar essa atitude? E essa hipótese de ser outra pessoa faz muito mais sentido quando Lincoln suspeita que o sequestro está relacionado a alguém da Divisão Fringe.

E eis que a revelação vem no final, tudo não passou de uma armação do Walternativo. Sim, sim, ele mesmo. Aquele mesmo Walternativo que disse que não realizaria testes em crianças e ficou comovido quando conversou com Lincoln sobre a importância de resgatar BOlivia e seu neto.

Aí, levanto os questionamentos: será que ao saber da doença da BOlivia o Walternativo fez tudo isso para salvar seu neto, ou ele tem outro interesse nisso, seja em atrair Peter, ou ainda algo relacionado à máquina da destruição? Afinal, é sangue do Peter, pode ser que de alguma forma a criança também esteja conectada à máquina.

Interessante é que o roteiro do episódio foi construído de forma a dificultar a escolha de lados, atitude que a gente consegue ter facilmente em outras séries. Em Fringe, mostra-se as fraquezas, falhas, o lado humano e antiético dos personagens, tudo misturado, fazendo com que em certos momentos o público adore e em outros odeie o personagem. É só pegar como exemplo o Walternativo todo comovido enquanto conversava com Lincoln sobre resgatar BOlivia, e sorrisinho vitorioso no final quando seu plano deu certo.

Gostei bastante dum movimento feito, o de botarem Lincoln e Charlie cada vez mais próximos de saber qual foi o fim de Broyles, depois de saberem da troca das Olivias. Pela cara deles, pergunto-me se quando isso vier à tona não vai fazer com que eles balancem e ajudem Walter e companhia quando for necessário.

Agora é assim, estamos na reta final da temporada, Fringe faz uma pausa e retorna dia 15 de abril com o episódio LSD – Lysergic Acid Diethylamide. Ou seja, mais respostas, o que o Walternativo pretende fazer, y otras cositas só daqui a duas semanas.

E como eu disse antes, o episódio tava cheio de detalhes e referências, ó:

  • O Observer estava bem na cara de todo mundo, né? Só quero saber é o que ele quis dizer com o tal ‘está acontecendo’. Ele fala isso depois que Brandon (será que é ele mesmo, hein?) pega o cartão com o sangue do bebê, e aí vem algo interessante. Olha só o cartão do exame feito no quarto:

E o cartão que o enfermeiro, sei lá o que ele era, entregou ao Brandon (se é que era ele mesmo):

São diferentes! Pode ser que seja erro de continuidade, mas deram muita atenção e focaram muito os cartões para ser erro. Aí, pergunto: o ‘está acontecendo’ do Observer tem algo a ver com os cartões? Se eles foram realmente trocados, quem fez isso e para quê?

Outro detalhe, no segundo cartão a gente consegue ver a data de nascimento do bebê: 14/02/11. Pelo jeito, lá no outro universo eles não escrevem a data que nem fazem do lado de cá, iniciando pelo mês e depois o dia. E viram que a criança nasceu no Valentine’s Day? Isso me lembra o episódio 6B e toda a história de amor e sentimentalismo que teve.

  • Os Glyphs formaram a palavra Fated, que significa ‘predestinado’. Só pode ser sobre o filho da BOlivia. Agora, predestinado a quê, hein?
  • Essa história de aceleramento do crescimento já apareceu num episódio chamado The Same Old Story, com a diferença de que o crescimento era incontrolável, é no outro universo não é, o bebê da BOlivia continuou do mesmo tamanho e com a mesma cara de joelho após o parto. Como o outro universo é mais avançado tecnologicamente, não duvido nada que eles encontraram uma forma de controlar o crescimento acelerado. Mas bem que eu queria que BOlivia ou seu filho sofressem algum efeito, viu?
  • No outro universo a série The West Wing está na 12ª temporada, como pode ser visto na propaganda no táxi do Henry (está escrito ‘The West Wing 12. New season. New episodes). No nosso universo, a série chegou somente à sétima temporada.

  • Lembra do diálogo entre Lincoln e Charlie segundos antes de decidirem quem ia falar com a mãe da BOlivia? Pois bem, Charlie menciona uma famosa cena de Taxi Driver (essa aí do vídeo abaixo), filme dirigido por Scorsese, mas lá no universo deles o filme foi dirigido por Coppola.

  • Repararam que há um cartaz na Chinatown que diz ‘Feliz Ano do Coelho’. Já vi gente fazendo associações ao horóscopo chinês, previsões sobre a personalidade do bebê, já que ele nasceu no ano do coelho, e gente vendo a menção do coelho como uma referência a Alice no País das Maravilhas. Pois é, todo mundo surtando assim.

  • Lembra do livro favorito do Peter? Ó:

Detalhe: no final do parto, atrás do Henry também há uma imagem de Buda.

  • Não sei se terá alguma importância para a série, mas o fato de mostrarem o cartaz sobre vacinas contra tifóide me deixou com a pulga atrás da orelha. Será que tem relevância, hein?

  • Cada vez mais é recorrente a presença de outras cores, como o verde e o amarelo. Elas também apareceram no episódio passado, e nesse apareceram nas flores que o Walternativo leva para a BOlivia, nas tomadas do quarto que ela está no hospital, o amarelo aparece na parede do escritório do Walternativo ao lado das cores azul e vermelho, e já tem gente falando da existência de um universo numa dessas cores. Será?
  • E um detalhe fofo para terminar, foto do bebê vestido de vermelho e azul. Bem bolado:

FOX Renova Fringe para 4ª Temporada

24/03/2011 por  
Categoria: Fringe, Notícias

Sabe aquela bolha de cancelamento que Fringe vive? Pois bem, a série escapou e garantiu mais uma temporada, mesmo com todas as mudanças e quedas de audiência que fizeram seus fãs surtar de preocupação.

O produtor executivo, Joel Wyman (segue ele lá), anunciou no Twitter a renovação da série e ainda agradeceu o público.

A informação foi confirmada por uma fonte da emissora, e, pelo que consta, teremos temporada completa, ou seja, mais 22 episódios de Fringe!

Detalhezinho interessante que li numa matéria essa semana: John Noble disse que J.J. Abrams contratou ele afirmando que a série tem material/planejamento para cinco, seis temporadas. Não seria maravilhoso se a audiência aumentasse e a gente tivesse Fringe por mais tempo ainda? Mas isso é coisa que a gente vai ver lá para frente.

Por enquanto, acabou o sofrimento. Até a Gene comemora!

Fringe – 3×17 – Stowaway

Sei que posso parecer repetitiva nos meus comentários, mas adorei muito esse episódio. Muito. Mais do que o anterior. Claro que tenho algumas ressalvas, porém, no geral, achei muito interessante, cheio de respostas às perguntas que ficaram da semana passada, bem dinâmico e engraçadíssimo.

Confesso logo o motivo da graça: Anna Torv no momento Bellivia. Acho que foi a primeira vez que ri ao ver cenas interpretadas pela Anna Torv. Rir várias vezes, sabe? A situação toda é tão bizarra, que chega a ser engraçado. Sobretudo quando Bell passa a assediar Astrid (velho safado!), e quando ele e Walter conversam sobre a possibilidade de botar sua consciência na Gene, e ainda pedir para a Astrid ordenhá-lo. Ri muito.

Outro motivo para rir? Essa cara:

Peter louco para tirar Bell do corpo da namorada para não ter de brincar de procriar com um velho prejudicar sua namorada. Achei bonito. Sinal que gosta mesmo dela, assim como o Broyles, todo preocupado com o que acontece com a Olivia.

Aí, que no meio dessa confusão, a gente descobriu quando ele escolheu Olivia como sua receptora, sem seu consentimento, isso lá na temporada passada, quando os dois se encontraram pela primeira vez no outro universo.

E eu que cheguei a pensar que os imãs de almas estavam associados ao cortexiphan, que nada, Bell botou os tais dos imãs no chá e deu para Olivia. A consciência dela, onde foi parar? Em repouso, segundo o Bell, e sem saber o que acontece.

Pelo menos essa é a certeza que a gente tem até o final do episódio, quando Bell escuta o sino da igreja e Olivia meio que volta ao seu corpo por segundos. Acaba que nem o Bell e a gente sabe o que acontece direito, pois, como ele mesmo afirma, a situação pode ser mais complicada do que pensou.

O que realmente acontece com a consciência da Olivia, quanto tempo de verdade ele consegue permanecer no corpo dela, quais outros fatores externos, além do sino, que impedem que ele utilize a Olivia por mais tempo, e se ela sofrerá alguma consequência depois que Bell se for, tudo isso serviu para gerar mais curiosidade ainda sobre como será o desfecho de tudo, e quem será o novo receptor do velho safado.

Nessa história toda de Bellivia, senti falta de uma coisa: o primeiro contato entre Bell e Walter. Ok, a gente  viu a interação entre os dois, como eles trabalham, mas eu estava mais interessada nesse primeiro contato, afinal, Walter era o mais interessado em ter o amigo por perto e, a julgar pelo  grau de desespero que ele estava por não conseguir entender a máquina da destruição e salvar Peter, era de se imaginar que o primeiro contato entre eles seria bem emocionante e legal. E também senti falta da Nina, perguntei-me onde foi parar o braço direito do Bell.

Paralelamente, o caso investigado: Dana Gray, a morta-viva, quer morrer para sempre e não consegue. As explicações científicas dadas por Walter e Bell para o caso, bem como o desenvolvimento da personagem durante o episódio, com o conhecimento sobre seu assassinato, a tentativa de morrer junto aos suícidas, tudo isso fez com que o plot fosse dinâmico, tenso e dramático, tudo na medida certa.

Gostei muito da história, achei bem escrita e, mais uma vez, relacionada à trama principal. Isso fica bem claro no final do episódio, quando Bell levanta a possibilidade da explicação científica para Dana Gray ter morrido permanentemente ser equivocada, e ainda emenda numa explicação que envolve o destino como fator determinante sobre a vida da pessoa, facilmente identificada quando Bellivia diz algo como e se ‘ela (Dana) não morreu, pois  tinha de salvar aquelas pessoas’.

Aí, retomam a ideia de importância do Peter ligada à salvação. Quando penso nisso e na questão do destino que foi bastante trabalhada no episódio, sempre me lembro do Observer salvando Walter e Peter quando pequeno, ou quando ele diz que o garoto tem de sobreviver, ou até mais recentemente, quando o Observer disse no final do episódio Marionette, ‘ele ainda está vivo’. Se a gente aceitar isso, Peter já estava predestinado a encontrar a máquina e salvar todo mundo, daí sua importância. E, no final, Walter pode entender a máquina, mas não pode livrar Peter do seu destino.

Interessante é que Peter parece não acreditar nessa história de destino nenhum pouco, e até entendo, porque, se assim fosse, acabaria com a ideia que ele tem de que ‘deve existir outro modo’, ou ainda quando ele fala a Dana que ela tinha outra escolha, ao invés de explodir junto a todo mundo no trem. Já viu que essa questão de destino e livre arbítrio vai ser bem recorrente até o final da temporada, né?

E para tornar o caso mais legal do que já foi, o que a gente teve? Lincoln Lee do nosso universo. Gostei mais dele do que o Lincoln de lá. Foi muito bem inserido na trama, e foi engraçado ver as reações dele diante da estranheza dos acontecimentos e conclusões daquele povo que vive enfiado num laboratório com uma vaca. O personagem estava extremamente bem entrosado com Peter. Quero ver Lincoln Lee sempre!

FICA, VAI TER MILKSHAKE DE MORANGO!

Acho que esse episódio funcionou muito bem, por vários motivos, seja pela atuação de Anna Torv, em vários momentos dava para lembrar muito bem do Bell; pelo roteiro bem escrito; e pela inserção do Lincoln, deu uma renovada naquilo que a gente já conhece, e gostei muito da aproximação dele do Peter. Funcionou perfeitamente. E também pelo monte de detalhes. Estão aí alguns:

  • O Observer está aqui, ó:

  • Os Glyphs formaram a palavra ‘Erode’, que significa destruir/desgastar lentamente. Pensei estar associada a tentativa de manter viva a consciência de Bell e destruí-la lentamente, ou ainda destruir a consciência de Olivia, indicando que talvez ela esteja em perigo.
  • Lembra da história do Azrael que Dana diz investigar? Pois bem, Azrael é o anjo da morte e uma de suas missões junto ao seu coro de anjos era dirigir os humanos à beira da morte ao seu destino, ou ainda dar uma segunda oportunidade na roda da vida. Aí, pergunto: não é a história da Dana? Ela guiava os suícidas, dirigia essas pessoas ao seu destino final e lhes dava uma segunda chance, que nem sempre era acatada, o que levou às mortes e a tentativa de Dana de seguir junto aos que morreram. Curiosamente, a freira na igreja disse para Dana que ao ver o sofrimento demasiadamente longo de Azrael, os anjos levaram-no ao céu. Dá para comparar o final do anjo com o da Dana facilmente. Paralelo bem interessante, embora eu ainda prefira a explicação do Bell.
  • A personagem Dana Gray é uma referência a Amanda Graystone (ambas as personagens interpretadas pela Paula Malcomson), de Caprica, série baseada no universo de Battlestar Galactica, e que trabalha com a possibilidade de trazer pessoas à vida depois da morte, utilizando tecnologia e corpos mecânicos para criar robôs vivos capazes de preservar a consciência das pessoas, os Cylons. O próprio nome da Dana é um anagrama que utiliza as quatro últimas letras do nome Amanda e as quatro primeiras de Graystone, e, assim como Dana, Amanda tentou se matar pulando do prédio.
  • Lincoln Lee cita Vila Sésamo e cita uma música (One of these things is not like the other) que também já foi mencionada por Rebecca Kibner, no episódio Momentum Deferred, da segunda temporada. Nele, a gente descobriu que Rebecca adquiriu a capacidade de ver coisas/pessoas do universo de lá e identificar shapeshifters, após os testes realizados por Walter. Lembra dela?

  • Só eu achei estranho o fato de Bellivia ter convidado Peter para um chá, depois o sino tocando, e Olivia voltando do nada? Eu não vi Peter tomando o chá, mas já pensou se Bell quer usufruir do corpinho de Peter e algo bloqueou essa transferência? Se isso for verdade, pode ser a própria Olivia ou o fato de Peter não ter tomado o chá.
  • Não é bem um detalhe/referência, mas não consigo deixar de comentar: sofro como se não houvesse amanhã com essa audiência miserável de uma série tão maravilhosa. SOFRO. Vocês viram que caiu de novo? Fringe é tão boa, que dá até dó de pensar que a FOX pode cancelar sem dó e nem piedade por causa de um monte de número que está longe de representar a realidade.

Ah, se alguém mais achou referências e/ou tem teorias, compartilhe!

Fringe – 3×16 – Os

Nem preciso comentar que Fringe trouxe outro episódio bom, né? Não no mesmo nível que o anterior, mas com algumas revelações, ótimos momentos cômicos e dramáticos, e o final mais WTF ever!

Tudo girou em torno do caso investigado pela equipe, dois ladrões que possuem a capacidade de flutuar, mesmo com um composto formado por elementos extremamente densos e teoricamente impossíveis de serem misturados circulando pelos seus corpos.

Interessante e criativo? Sim, muito. Gostei bastante do trabalho técnico das cenas do roubo, com as gotas de sangue flutuando e tudo mais. Entretanto, o mais relevante e interessante, para mim, foi mesmo a forma como o caso se ligou à história principal da série.

Primeiro, por mais uma constatação daquilo que a gente já viu no episódio 6B, que o universo de cá está entrando em colapso, o que aconteceu lá, também está acontecendo aqui. Por isso a mistura dos dois elementos químicos foi possível, há um desequilíbrio entre as leis da natureza, reflexo do rapto do Peter.

Segundo, pela sempre maravilhosa interação entre Walter e Astrid, impossível não rir de uma cena sequer dos dois juntos durante o episódio. Terceiro, pelo desespero crescente do Walter diante da possibilidade de não ser capaz de entender/saber tudo, para ajudar Peter.

Esse desespero já ficou visível em outros episódios e nesse está presente do início ao fim, desde a cena inicial quando ele carrega vários arquivos do William (antes de ficar mais para lá do que para cá ao lado de Kevin, interpretado pelo Jorge Garcia), até o momento que ele toca o sino que William deixou para Nina.

Confesso que fico bem contente com esse melhor aproveitamento da Blair Brown. Se por um lado as interações entre Walter e Astrid sempre tendem ao lado cômico, as com Nina sempre tendem ao dramático, mostrando o desespero do Walter de uma forma bem emocionante diante da possibilidade de não poder salvar seu filho, e Nina disposta a ajudá-lo chamando-o à realidade. Estou gostando bastante.

Aliás, quem acompanha meus comentários sobre Fringe sabe que sempre sou uma rasgação de seda total para o John Noble, mas não tem como não ser quando vejo episódios assim, em que o ator consegue transitar do cômico ( ainda que não intencional) ao dramático com facilidade e autenticidade tamanha que me faz gostar ainda mais dele. Merece um Emmy. Ou qualquer prêmio que reconheça a qualidade de seu trabalho.

Outro aspecto interessante sobre o caso investigado, foi a cena final em que o Dr. Floaty justificou seus atos ao filho, dizendo que só queria que consertar as coisas, para que ele fosse feliz. Ótimo paralelo com a história de Walter e Peter, ao demonstrar o superprotecionismo dos pais.

E aí no meio de tudo isso a gente viu Peter e Olivia juntos. Há quem ame, há quem odeie, só sei que serviu para algumas coisas: fazer-me rir com os comentários do Walter sobre os dois, e perceber que Olivia agora sorri mais. Repararam como ela estava mais alegre, sorridente e fazendo piadinhas? Bem diferente daquela cara depressiva de quando ela retornou do outro universo. Só me pergunto se ela amando é assim mesmo ou se ela está exaltando um pouco sua alegria para agradar o Peter, tentando ser algo próximo à BOlivia. Tomara que seja só uma ideia minha.

Estava tudo muito lindo até o momento que Peter mentiu sobre não ter segredos com ela. Aham, e mentiu sobre sua pesquisa paralela com os discos de memória que ele pegou dos shapeshifters após matá-los. Nesse ponto, creio que a dúvida que tive a maioria também teve: até que ponto Peter é confiável e realmente sincero com ela?

Ainda bem que essa dúvida foi embora quando Peter contou a ela a verdade, e pede sua opinião sobre o material que ele tinha. E aí vem o momento mais WTF ever: William Bell ‘baixando’ na Olivia.

Por mais absurda e bizarra que seja a ideia, até que gostei, porque me divertiu. Acho que Anna Torv tem capacidade para interpretar outra persona, ela já provou isso ao interpretar a BOlivia.

Voltaram a explorar a temática da alma, que cada vez mais está presente na mitologia da série e provavelmente vai desempenhar um papel importante no final da temporada. Já repararam como questões sobre alma, energia, sentimentos e emoções são recorrentes nessa temporada?

Só fiquei curiosa com uma coisa: por que William escolheu Olivia como receptora? Quando foi essa escolha? Quanto ao motivo, pode ser conta dos testes com cortexiphan, mas outras crianças também fizeram o teste. Por que ela? E por que raios ele tem uma chave de decodificação dos discos de memória dos shapeshifters? Como sempre, acho que vão explicar isso mais para frente.

Além disso, quero muito ver qual será a reação do Peter ao saber que William Bell resolveu se alojar no corpo da namorada. E se a alma do William está na Olivia, onde foi parar a alma dela?

Como sempre, estou bem curiosa.

Os detalhes foram escassos, mas vamos lá:

  • O Obsever está tão bem escondido cheguei a me perguntar se não devo procurar um oftalmo. Mas ele está aí, no meio da muvuca, perto do carro dos policiais:

  • Os Glyphs formaram a palavra ‘Earth’, que significa ‘Terra’. Pode estar relacionada aos elementos químicos e toda a questão levantada sobre a mudança das leis da física.
  • Esse vi no fórum sobre Fringe. Pode não ser nada, mas é bem legal. Antes do William Bell se hospedar na Olivia, no corredor do colégio há uma placa escrita ‘receiver’ (que significa receptor), com uma seta apontando na direção que Olivia está. Coincidência?

Decepções da Temporada 2010/2011

13/03/2011 por  
Categoria: Fringe, Notícias, Two And a Half Men

Por Wilken Leia mais

Fringe – 3×15 – Subject 13

Sensacional. Um dos melhores episódios de toda a série. Extremamente adorável.

Subject 13 mostra o primeiro encontro entre Olivia e Peter, reforça a violência do padrasto menina, os testes com Cortexiphan que Walter realizava nas crianças, sobretudo em Olivia, e ainda mostra o Walternativo sofrendo pelo rapto de seu filho, e como ele chegou à conclusão de onde seu filho estava.

Pois bem, logo no início a gente viu que Walter não tem escrúpulo algum em utilizar crianças em seus testes, pior, estimula reações de medo e terror em Olivia, uma menina completamente indefesa, e ainda teria coragem de sacrificá-la para evitar maiores confrontos e salvar a vida de milhões.

É aí que a gente entende um dos porquês dos testes com Cortexiphan: encontrar uma maneira de levar Peter de volta ao seu universo sem causar mais danos do que Walter já tinha causado.

Ele fica cego diante da possibilidade que Olivia apresenta de poder atravessar ao outro universo. Por mais que sejam compreensíveis e lógicas as ideias da importância da passagem e a do sacrifício da menina pelo bem maior, não posso deixar de pensar na monstruosidade que elas representam e simultaneamente refletem no Walter.

E hoje em dia Walter julga que o Walternativo é mau, um monstro capaz de tudo. Pergunto: quem é o monstro agora? Acho que uma das finalidades do episódio foi justamente essa, reforçar uma faceta do Walter que a gente conhecia vagamente, mas já tinha esquecido ao ver sua dedicação ao filho. O episódio joga em cima da gente a dúvida de quem é o bom e o mau dessa história, e se realmente a gente pode fazer esse tipo de julgamento sobre os personagens, afinal, ambos estão interessados no bem do povo de cada universo.

Para reforçar ainda mais isso, a gente vê o Walternativo se afogando na bebida e lamentando o rapto do filho com um quê de ironia pela situação toda. Ele, um Czar da segurança da nação, foi incapaz de proteger seu filho. E ainda afunda seu casamento.

Se a intenção dos roteiristas era humanizar o Walternativo, confesso que pelo menos comigo funcionou. Fiquei emocionada quando ele implora para Elizabeth lembrar mais uma vez o que aconteceu na noite do rapto e ainda emenda um ‘ele é meu garoto. Eu não posso perdê-lo’. Sofri.

Só tenho uma coisa a dizer, pela milésima vez: John Noble, seu lindo! Como ele é perfeito interpretando o Walter e o Walternativo, né? O elenco inteiro estava perfeito nesse episódio. O que foram aquelas crianças interpretando Olivia e Peter? Juro que arrepiei na cena em que Olivia confessa ao Walternativo que seu padrasto batia nela. Muito emocionante. O melhor, é que ela tinha atravessado para o outro universo e estava falando com o Walternativo! Gente, surtei muito, muito mesmo. Muito foda, com o perdão da palavra. E foi assim que ele descobriu onde seu filho estava.

Eu só tenho um problema com esse episódio. Como é que Olivia e Peter não se lembram de já terem se conhecido antes? Olivia consegue se lembrar do padrasto violento, Peter consegue se lembrar de sua infância, mas não se lembra do encontro com Olivia e da cena linda no campo cheio de tulipas brancas (de novo elas!). Por que não se lembram?

O esquecimento do Walter a gente até pode relevar, pois teve partes retiradas do seu cérebro e, consequentemente, não se lembra de muita coisa, mas não fiquei satisfeita com a falta de explicação da ausência de memória de Olivia e Peter. Entretanto, tenho esperança de que isso seja explicado mais para frente. Será que Walter fez algum experimento nos filhos para não lembrarem? Se fez, o que o levou a fazer isso?

Outro fato a ser lembrado é que Peter não esqueceu que vinha de outro lugar e dizia isso repetidamente a Elizabeth (aliás, Orla Brady estava muito bem no episódio), que sempre dava como desculpa o fato dele ter ficado doente durante muito tempo e estar confundindo as coisas. Onde foram parar essas memórias?

Subject 13 foi importante, pois funcionou como uma continuação do episódio Peter da segunda temporada, mostrando os personagens lidando com as consequências de seus atos e como isso é refletido nos dias atuais.

Diante de um episódio como esse, sempre fico com a sensação do que mais a gente não conhece sobre os personagens, e o que ainda dá para ser explorado para fugir do óbvio e dar respostas ao público sobre o comportamento dos personagens e andamento da série. Será que ainda há mais coisas para serem desenterradas? Torço para que haja sempre e que Fringe traga mais episódios tão bons como esse.

E os detalhes:

  • O Observer está aqui:

  • Os Glyphs formaram a palavra ‘Switch’, que na forma verbal significa trocar, mudar; e na forma nominal significa interruptor, comutador. Provavelmente, a palavra está associada à habilidade de Olivia de atravessar de um universo para o outro, e como ela consegue isso.
  • Existe uma empresa similar a Massive Dynamic lá do outro lado, a Bishop Dynamic. Será que ela ainda existe?
  • Os episódios geralmente trazem Glyphs escondidos em algumas cenas. Nesse episódio vi os cavalos marinhos não tão escondidos assim, na geladeira da Elizabeth, ó:

  • As tulipas foram recorrentes no episódio. Creio que a principal função da presença delas, além daquela cena linda, linda entre Olivia e Peter, foi funcionar como metáfora para o que ainda está por vir: o professor sentia falta das tulipas e usou o cérebro e a imaginação para transformar o mundo no que ele queria. Isso não é a cara do Peter quando ele fala que prefere acreditar que existe outra solução que não seja a destruição de um dos universos? Inteligente ele é, imaginação ele tem, só falta ver como isso será aproveitado.
  • Ok, essa história é meio longa, mas vale a pena: Olivia aparece lendo um livro chamado Winter’s Tale, de Mark Helprin, que foi publicado em 1983. Nele, um jovem órfão e mecânico chamado Peter Lake é forçado a entrar para uma gangue de assaltantes e faz um inimigo lá, que quer acabar com ele. Quando Peter foge da gangue, um cavalo branco aparece, salva sua vida e passa a protegê-lo.

Numa das tentativas de roubo que Peter faz, ele conhece Beverly Penn, uma jovem que estava morrendo. Curiosamente, Beverly é descrita como uma personagem que consegue sentir o universo, ela tem uma conexão diferente com ele. Ambos os jovens se apaixonam, Beverly faz de tudo para proteger seu amado, inclusive depois de morta.

Com a morte de Beverly, Peter se torna obcecado pela justiça. Numa de suas fugas com o cavalo, eles sofrem um acidente, desaparecem, retornam anos depois e Peter não se lembra de nada, nem quem realmente é, porém, retorna com poderes de ver e ouvir coisas que ninguém consegue, capaz inclusive de realizar milagres.

Aí, que um belo dia, em meio ao caos que estava a cidade, Peter decide sacrificar sua própria vida para ressuscitar uma criança do mundo dos mortos, e seu sacrifício acaba por salvar o mundo.

Ok, tudo isso que vem agora pode ser viagem minha, mas, pergunto: o enredo do livro não lembra um pouco a história de Olivia e Peter, com um outro personagem que tenta protegê-lo a todo custo (Oi, Walter!)? Será uma dica do que pode vir por aí? Será que a gente pode associar a criança ressuscitada ao filho do Peter como símbolo da salvação dos universos ou de somente um dos? Será que o Peter vai morrer, se sacrificar pela existência dos universos?

Quer ironia maior? O Walter estava disposto a sacrificar a Olivia quando pequena, agora teria de sacrificar seu filho. Lembra do episódio The Firefly e o que o Observer disse? Quando chegasse o momento certo, Walter seria capaz de sacrificar seu filho. Será?

Fringe – 3×14 – 6B

Se você pegar desde o retorno de Fringe nas noites de sexta, 6B é meu episódio favorito, tirando The Firefly, é claro, que foi maravilhoso e ganha disparado. Porém, confesso que, mesmo assim, tenho um problema com 6B.

Explico: gostei de quase tudo no episódio, mas não da forma como foi finalizado. Ok, nosso universo está em colapso, não é estável como a gente pensava. E a equipe descobre isso durante uma investigação no prédio Rosencrantz.

E aqui tenho de dar o braço a torcer, a série sempre me ganha com as referências e tributos que faz. Rosencrantz and Guildenstern Are Dead é o nome de uma tragicomédia existencialista de Tom Stoppard, cujos dois personagens principais foram retirados de Hamlet, de Shakespeare. A peça, que inclusive já virou filme, foi encenada pela primeira fez em 1966, no Edinburgh Festival Fringe. Só por isso, já há de se adorar essa série.

Pois bem, durante a investigação, Peter e Olivia chegam a Alice, uma viúva que passa por um luto eterno e consegue ver o que acredita ser o fantasma de seu marido, quando, na realidade, é a versão do seu marido do universo de lá. Neste universo ele foi eletrocutado, no outro ela é quem foi, e esse sentimento de luto intensificado dos dois surtiu o mesmo efeito que o cortexiphan tem, permitindo que ambos conseguissem se ver, mesmo que em universos diferentes.

E no final do episódio a brecha só não ocorreu por que a mulher percebe que a visão não era realmente seu marido e resolve deixá-lo de vez. Juro que desacreditei na resolução que vi. JURO.

É muito fraco para uma série como Fringe, aliás, muito simplista resumir tudo a sentimentos, mesmo que, no final, todas as ações foram geradas pelo exagerado sentimentalismo e falta de controle sobre o que se sente. Só tomar como exemplo o próprio Walter. Ele não conseguiu lidar com a perda do filho, raptou Peter do outro universo e ainda conseguiu curá-lo.

Talvez eu esteja mal acostumada, querendo sempre um quebra-cabeça enorme, cheio de detalhes que me instigam a imaginação, porque Fringe me conquistou justamente por isso. Aí, brochei totalmente diante dessa possibilidade de tudo se reduzir a ser resolvido através do controle dos sentimentos, e, sinceramente, pela conversa entre Sam Weiss e Nina que a gente já viu em outro episódio, é provável que tudo se resolva assim mesmo.

Então, quer dizer que toda a história de restabelecer o equilíbrio entre os universos pode muito bem ser concretizada com todo mundo vibrando numa mesma sintonia, esquecendo o passado e vivendo num clima eterno de amor e equilíbrio? Não é brochante isso?

Detestei muito a resolução do caso investigado, mas adorei que serviu como uma luva para resolver, pelo menos por enquanto, o relacionamento de Peter e Olivia. E aí vem uma das razões de eu ter gostado do episódio.

Confesso que já estava um pouco cansada de toda a lamentação de Olivia e as justificativas do Peter, chega uma hora que vai ou não vai. E agora foi. Gostei, porque Olivia é quem tomou iniciativa, a gente viu que Peter queria estar com ela, e tudo soou muito mais verdadeiro do que a relação que ele tinha com BOlivia. Ah, achei bonito.

Aliás, não desisti da minha teoria de que Olivia também ficará grávida. Há mais de um de tudo, lembra? Ainda mais agora que ela e Peter se acertaram, tudo caminha para que isso aconteça.

E também gostei desse plot pela iniciativa de Walter de fazer aquele café da manhã mega romântico, à luz de velas, e com direito a música e tudo mais. Gargalhei. Walter é sempre impagável.

Além disso, Walter e toda a atmosfera de tensão criada com a descoberta das brechas foram outros motivos que me fizeram gostar do episódio. Walter com suas frases de camiseta (quero uma com ‘Like a flash mob of suicide’), ou ainda quando ele começa a surtar diante da possibilidade do nosso universo começar a ter brechas aos montes, e de como ele iria deter tudo isso.

Aí, ele retoma aquilo que eu já havia levantado a hipótese nos comentários do episódio Amber 31422, do âmbar ser a mesma substância utilizada no ataque ao ônibus do episódio The Ghost Network. Não é que era uma substância com composição similar a de que o Walternativo usa nas quarentenas? Adoro quando Fringe dá respostas para as dúvidas que vão surigindo, ainda que tardiamente.

Gostei bastante do clima de tensão crescente, por um momento eu realmente pensei que deter a brecha seria impossível, que Broyles ia liberar o âmbar, mas infelizmente a tensão foi destruída quando Alice decide aceitar a morte do marido. Ainda bem que existe a possibilidade da série acertar isso, afinal, como o próprio Walter disse a Nina, a resolução não foi uma vitória, foi só uma ideia das coisas que estão por vir.

Sei que falei mais do que não gostei no episódio, mas acredite, o que eu disse no início dos comentários é verdade, gostei bastante de 6B, só fiquei descontente com a história do sentimentalismo, mas vai que a trama sofre alguma reviravolta e deixa a simplicidade de lado.

E os detalhes de sempre:

  • Foi bem fácil achar o Observer. Quem não encontrou, olha ele aqui:

  • Os Glyphs formaram a palavra Hearts, que significa corações. Óbvia a alusão a exploração do sentimento que o episódio teve. Um detalhe muito bem legal é que desta vez o ponto amarelo que aparece ao lado do símbolo para identificar a letra, no caso do último Glyph, foi substituído por um coração, olha só:

  • Logo no início do episódio, a Sra. Marcello se muda para o Hotel Schrodinger, mais um referência que a série faz, só que desta vez a Erwin Schrondinger, conhecido como um dos pais da mecânica quântica.
  • Lembra da história de que objetos e pessoas do outro universo brilham? Pois bem, isso apareceu neste episódio, e também surgiu pela primeira vez no episódio Jacksonville, e foi nele que Olivia descobriu o segredo de Walter.
  • A ideia do jogo da moeda é bem recorrente no episódio. Primeiro, Walter joga a moeda 10 vezes e nas 10 deu a mesma coisa (essa cena também é uma referência à peça de Tom Stoppard, ela foi tirada de lá); Alice e seu marido jogaram cara ou coroa para decidir quem ia fazer o serviço e resultou na morte de um deles. Não tem muito a ver com a ideia de jogo, mas isso me fez lembrar que o Peter de cá colecionava moedas e deu uma ao pai antes de morrer.

Fringe – 3×13 – Immortality

Episódio BA-BA-DO E CON-FU-SÃO! Leia mais

Fringe – 3×12 – Concentrate and Ask Again

Um triângulo amoroso que, quando resolvido, determinará a sobrevivência de um dos universos.

Pois é, a informação mais importante do episódio está na conversa entre Nina e Sam Weiss. Ela, diante das várias edições do livro das Primeiras Pessoas, chega a conclusão que o nome do autor do livro é Sam Weiss.

Do confronto entre os dois vem a informação de que a máquina pode funcionar tanto para a destruição como para a criação, isso vai depender do estado e vibração do Peter, que estão diretamente ligados a sua escolha, se Olivia ou Falsolivia, e que isso determinará a existência de um dos universos.

Na hora, lembrei-me daquele anagrama que aparece no final da temporada passada, no episódio Over There, Part 2, que diz ‘Don’t Trust Sam Weiss’. Ou seja, será que ele falou a verdade para Nina? Será que a gente não deve mesmo acreditar nele?

Confesso que fiquei um pouco desapontada. Mas bem pouco mesmo, porque a série me acostumou mal. A gente sempre vê tramas complexas, com finais ainda mais complexos e que botam a gente para ficar pensando até dar nó nas idéias, aí Fringe me joga uma informação e resolução tão simplista assim, e um tanto romântica, fiquei um pouco desapontada.

Mas o pouco desapontamento durou pouco tempo. Lembrei-me do anagrama sobre não confiar em Sam Weiss, e, mesmo que isso que ele falou seja verdade, traz à série a oportunidade de desenvolver plots bem interessantes.

Por exemplo, e se Nina contar a um deles o que ela descobriu? Qual será a reação deles? Será que se somente Olivia descobrir, ela vai faz algo para tentar reconquistar Peter? Ou ainda, será que o Walternativo sabia desse detalhe, e que a verdadeira missão da Falsolivia era fazer Peter se apaixonar por ela? E se Peter não escolher numa das duas Olivias, o que acontece? Um monte de dúvida que torna a série ainda mais interessante.

E o que é de partir o coração ver Olivia identificando nos mínimos gestos que Peter ainda pensa na Falsolivia? Desde o café com leite que Peter pediu errado, até a afirmação de que as características que a Falsolivia tem são melhores, culminando naquela carta de Simon, o homem que quando garoto também passou pelos mesmos testes que Olivia e agora pode ler mentes, afirmando que Peter ainda tem sentimentos pela Falsolivia.

Na realidade, o que o episódio fez foi mostrar Olivia lidando com seu medo de não ser tão boa quanto Falsolivia é, já que ambas passaram por situações diferentes e tiveram passados diferentes. Hoje Olivia é do jeito que é em boa parte por conta dos experimentos que passou quando criança, coisa que a Falsolivia não passou.

Outro ponto importante do episódio foi a introdução do Simon na série. O personagem também passou pelos testes com Cortexiphan, mas, ao desenvolver uma habilidade diferente, a de ler pensamentos, Walter tirou-o do programa, certamente com medo de que ele descobrisse o segredo sobre Peter vir de outro universo, como o próprio Peter apontou.

Interessante, pois me perguntei se existem mais crianças que desenvolveram outro tipo de habilidade e também foram expulsas do programa. Se sim, quantas e quais as habilidades que elas desenvolveram?

Além de ajudar nas investigações sobre a arma biológica, Simon também traz para a série, sobretudo para Olivia, que poder conhecer o pensamento dos outros não é uma boa idéia. Isso pode ferir e isolar ainda mais a pessoa dependendo do que ela descobre. É mais ou menos isso que ocorre quando Olivia lê a carta de Simon. Deu para ver o quanto Olivia ficou sentida.

O desdobramento dessa relação entre Peter e Olivia a gente ainda verá no decorrer da temporada, mas torço para que a série surpreenda como sempre faz e não bote Peter numa resolução simplista demais no caso da máquina da destruição.

Bora ver outros detalhes:

  • O Observer aparece entrando no salão do evento que Olivia foi atrás dos responsáveis pelos ataques com armas biológicos (Aliás, Olivia está linda de vestido e batom, né?)
  • Os Glyphs dessa semana formaram a palavra “Hatch”, que na forma nominal significa tanto ‘comporta’, ‘escotilha’, como ‘ninhada’, ‘cria’. Não consegui pensar em nada relacionado a este episódio, só consegui pensar em uma coisa: Lost feelings. Talvez a palavra esteja relacionada ao próximo episódio, coisa que já aconteceu na série. Se você tiver alguma idéia sobre o que a palavra quer dizer ou está relacionada, por favor, deixe no comentário!
  • A senha que a Nina coloca no cofre do William Bell é 052010, mês e ano do final da segunda temporada de Fringe, e mês que William Bell morre, o que me fez pensar: quem colocou essa senha no cofre? Se foi o William, como ele sabia que esse número ia ser importante?
  • Sam Weiss fugiu do assunto e não contou o que sabe sobre as Primeiras Pessoas, nem o porquê do nome dele aparecer como autor em todas as edições, nem o que o levou a escrever o livro.
  • Sendo o Sam Weiss o autor do livro sobre as Primeiras Pessoas, como ele sabia que um homem ia roubar um menino, e que esse menino ia ter de escolher entre um dos universos?
  • Viram o livro que William Bell tinha em sua coleção? ‘Dr. Spock’s Baby and Child Care’. Eu ri, não me aguentei ao ler Dr. Spock.

Fringe – 3×11 – Reciprocity

Peter se transformando num monstro. Quem diria.

Pois é, Reciprocity foi tudo sobre Peter. Até o episódio anterior a gente viu um Peter sem ação diante do fato de ter sido enganado. Convenhamos, ele é inteligente para ajudar Walter a solucionar os casos em que trabalham, mas para perceber manipulação é um fiasco.

Neste episódio, a gente pode ver finalmente o que se passa na sua cabeça, o nervosismo, a culpa, a vergonha e o sentimento de ter sido enganado. E enganado a vida inteira. Walter, por mais que tivesse boas intenções com todo seu sentimento paternal de proteção e medo de perder o filho, omitiu do filho sua verdadeira origem.

Como Peter mesmo justificou a Walter o assassinato dos metamorfos, ele está cansado de não reagir. Ademais, some a tudo isso a tal teoria da reciprocidade do Walter, que justifica a mudança do Peter por ele estar se transformando numa arma. Tenso.

Legal é que a gente não tinha visto muito a reação do Peter até agora, a não ser o arrependimento no que se refere ao relacionamento com Olivia, e essa mudança na personalidade dele foi uma forma bem interessante dos roteiristas de demonstrarem que não se esqueceram de focar o que o personagem pensa e o que está acontecendo com ele.

Por mais interessante, maravilhosa e lógica que essa transformação do personagem possa parecer, é estranho olhar para o Peter vê-lo com cara de ser das trevas. Irreconhecível. Por exemplo, no final do episódio, quando Olivia diz a ele que não há nada para se sentir envergonhado sobre as anotações da Falsolivia (só chamo assim agora por causa do Walter!), ela sai da casa, e ele faz uma cara completamente diferente do ar de arrependimento que ele tinha antes.

Se você quiser mais um exemplo, é só voltar ao início do episódio, no momento que Peter questiona o doutor metamorfo, utilizando-se do nada de uma amabilidade muito estranha, com direito a tapinha nas costas e um ‘obrigado’. O olhar do personagem mudou. E aqui há de se reconhecer que pelo menos nesse episódio Joshua Jackson mandou muito bem ao interpretar o personagem.

Ademais, essa mudança botou o personagem numa bolha de ambiguidade que creio que vai durar até o final da temporada, aumentando ainda mais o clima de mistério que a série já tem. Vai ser difícil perceber se Peter está sendo sincero ou não, e o que mais ele vai omitir da equipe. Ainda bem que Walter conhece o filho o suficiente para apontar que aquele não é o Peter que ele conhece.

Pois é, Peter se transformando num monstro e Walter se transformando num macaco após cheirar o soro para regenerar o cérebro, seguido do comentário ‘não se preocupe, já cheirei coisas piores’. Eu ri. Impagável a súbita vontade de comer banana, seguida por aquilo grunhido dele. Im-pa-gá-vel.

Sobre essa fixação do Walter em regenerar o cérebro, um fato me chamou a atenção. A Nina (é, ela voltou!) achou aqueles soros que o William Bell desenvolveu para reverter esse dano causado ao cérebro do Walter, mas por que raios ele foi desenvolver o soro se a ideia era justamente impossibilitar que Walter conseguisse reverter isso? O que será que Bell tinha em mente? Fiquei curiosa.

Desde que a série começou em esse papo de máquina da destruição uma série de perguntas sobre seu funcionamento, origem, o porquê dela estar ligada ao Peter, tudo isso ronda os personagens e parece que a partir de agora será assunto recorrente e a gente poderá obter mais respostas.

Por enquanto, só foi possível ver a máquina sendo ativada pela presença de Peter, e até agora a gente ainda não entendeu o porquê disso acontecer, e que há várias edições do livro sobre as Primeiras Pessoas, e que William Bell estava atrás de uma dessas edições há anos atrás. Por que será?

Acho que finalmente a gente teve um desfecho para a situação Peter/Olivia, quando ela consegue perceber que nessa história não foi só ela que saiu ferida, mas o Peter também, o que provavelmente vai reaproximá-los em alguns momentos.

Curiosamente, isso acontece num momento em que Peter começa a ir numa direção contrária a da Olivia, com todas essas mudanças na personalidade dele conforme mencionei, podendo influenciar negativamente na relação dos dois. É uma hipótese. Sinceramente, estou curiosa para ver como vão desenvolver essa história dos dois.

E, para terminar, aqueles comentários e observações básicas:

  • Sofri para achar o Observer. Tive de pedir ajuda a um amigo que recomendou: ‘não encontrou no episódio inteiro, procura na cena de crime, eles geralmente estão lá’. Dito e feito, botaram o fantasma do Observer atrás do carro da polícia na cena do crime com os peixes mortos. Fica a dica para quem gosta de brincar de ‘Onde está o Wally’ com os Observers.
  • Desta vez, a palavra formada pelos Glyphs foi ‘Alter’, que significa alterar, mudar, modificar. Só pode estar relacionado à mudança de Peter.
  • Como é que o Peter conseguiu decifrar o código da Falsolivia antes que o resto da equipe? Por que ele não disse a ninguém que estava atrás dos metamorfos?

Fringe – 3×10 – The Firefly

The Firefly, ou o melhor episódio desta temporada de Fringe. Para mim, um dos melhores de toda a série. O roteiro é maravilhoso, consistente, cheio de mistério, humor, drama e Walter Bishop no centro de tudo. Só tenho uma coisa a dizer sobre ele: John Noble, seu lindo!

Semanas depois de Marionette, Fringe retornou na temida sexta-feira com uma boa audiência (4.9 milhões), mas, convenhamos, ainda tem de melhorar. Ok, foi o índice inicial, mas como será na próxima sexta, quando Fringe terá como concorrente Supernatural? Ficaria muito mais feliz e tranquila se fosse pelo menos uns 6 milhões. Tenso.

The Firefly é um episódio perfeito, traz a versão de Fringe para o efeito borboleta, mostrando como mudar um pequeno detalhe pode causar um efeito devastador, alterando significativamente o equilíbrio entre diferentes realidades. Aí que entra o Observer, que neste episódio provou ser um manipulador de mão cheia ao testar Walter.

Mas vamos por partes.  O episódio tem início com Walter fazendo experimentos em si para reparar seu cérebro, aquela parte que William Bell removeu. Segundo Walter, se ele conseguir recuperar o intelecto que tinha, ele conseguirá pensar como o Walternativo, saber o que ele planeja e defender o Peter. Agora, vai me dizer que você não riu ao ver John Noble com samba-canção cheia de desenho de guitarras e com a calça no tornozelo durante a cena? Muito bom!

Em seguida, a gente conhece o tecladista da banda favorita de Walter, cujo filho foi morto após um acidente. Curiosamente, Roscoe Joyce (Christopher Lloyd) vê e conversa com seu filho 25 anos depois. Mais tarde Walter diz que o Observer pode ter viajado no tempo e trazido o filho dele de 1985 para dar uma mensagem, neste caso, a de que Walter precisa da ajuda de Joyce. Antes da explicação do Walter, jurava que Bobby veio do outro universo, que era um Bobby alternativo.

Enquanto isso, o Observer faz a sua melhor aparição de todo o episódio, mas desta vez ele não assiste a algum acontecimento importante, mas sim participa e interfere numa ação ao deter um assalto numa joalheria. É ladrão voando contra o vidro, golpes, e o Observer com aquela cara de paisagem pegando tiros no ar. E ele ainda salva a vendedora que estava lá sem respirar. Surtei.

Mas por que ele fez isso?  Penso em duas possibilidades: corrigir erros, já que mais para frente ele pede a ajuda de Walter para reestabelecer o equilíbrio; ou somente para testar Walter, como o Observer deixa claro no final do episódio, que Walter realmente está pronto para o que está por vir.

Esse papo de reestabelecer o equilíbrio acontece quando o Observer vai ao laboratório de Walter para conversar com ele. Daí vem uma das partes que mais gostei do episódio, quando Walter implora para ficar em Peter, enquanto o Observer conta que o simples fato de ele ter salvado os dois do lago congelado garantiu a existência de Peter, que mais tarde pegou um vagalume, que não foi pego por uma menina, que passou horas procurando um vagalume, e seu pai foi atrás dela, sofreu um acidente que resultou numa morte. Achei sensacional.

Mas, assim como Walter, pergunto-me se realmente essa história aconteceu, porque se o Observer estava testando ele e armou toda essa confusão, essa história poderia muito bem ter sido inventada. Seria uma pena, pois a história é maravilhosa, porém não há como ignorar que existe a possibilidade de tudo ser mentira. E a gente fica com essa dúvida na cabeça.

Além disso, se a moça da joalheria tem alguma coisa a ver com o passado de Peter, o que os une, então? Joyce tem uma ligação com Walter, porque a morte que ocorreu no acidente é a do seu filho, mas sobre a moça nada é mencionado. Walter até chega a fazer a pergunta ‘onde ela estava em 1985’, porém, em seguida acontece o acidente com os carros provocado pelo Observer. Será que ela era a menina que ficou procurando o vagalume?

Tem mais, depois de tudo o que o Observer disse ao Walter, como é que ele pôde interferir num acontecimento, neste caso, no roubo da joalheria e mais tarde ao provocar o acidente com os carros? Será que isso não trará consequências mais para frente?

Nesse meio tempo Walter já juntou as peças do quebra-cabeça, o Observer está tentando restabelecer o equilíbrio perdido quando Walter trouxe Peter do mundo alternativo. Mas, para que isso aconteça, significa que ele perderá Peter. E Walter cai no desespero. O que foi aquela cena extremamente emocionante entre pai e filho quando Peter fala a fatídica frase (já dita pelo Observer) ‘dê-me as chaves e salve a garota’. Pronto, morri.

Ressuscitei e tornei a morrer de novo duas vezes: quando Walter tenta impedir Peter de ir atrás do Observer e Olivia (que trabalho lindo do John Noble, né?), e quando Peter sai do carro. Morrer eu sei que ele não ia morrer, mas fiquei apreensiva pensando que algo muito grave aconteceria, daí que a cena em que Peter desvia dos carros, cai no meio da rua e o carro freia em cima dele foi muito tensa para mim.

Lembra dos experimentos do Walter para recuperar seu intelecto? Pois bem, ele fez um soro que por engano Peter bebeu. Aconteceu que Peter teve um treco e fico todo se contorcendo no chão, e o Walter pensa que o Observer fez tudo isso para salvá-lo, para que Peter bebesse o soro no lugar do Walter e evitasse que ele morresse. Aham. Se assim fosse, não seria mais fácil ele ter dito isso quando foi ao laboratório?

Deu para perceber que o Observer estava fazendo tudo isso para Walter se sentir culpado por ter trazido Peter, não é? E também estava testando o Walter. Uma hora ele vai ter de sacrificar seu filho pelo bem dos universos. Se a gente pensar dessa forma faz mais sentido a frase ‘deve ser muito difícil ser pai’ do Observer ao Peter.

Paralelamente, a gente tem a história do Peter e Olivia. Desta vez, ela recebe um presente dele, mas logo entende que na realidade era para a BOlivia, e não para ela, e entrega o livro a Peter, que depois devolve a Olivia dizendo que queria que ela o conhecesse melhor, não a BOlivia. E Anna Torv arrasando mais uma vez, tanto que até chego a sentir dó da personagem. Mesmo.

E parar terminar:

  • Neste episódio nem deu para brincar de Onde Está o Wally para achar o Observer, mas, como sempre, teve Glyph Code, que formou a palavra ‘unites’, que significa ‘une’, pensei estar associada ao estabelecimento da ordem dos acontecimentos, ou ainda na união dos personagens envolvidos na trama/teste do Observer, ou também numa possível união entre Walter e o Observer na tentativa de restabelecer a ordem, afinal, o Observer pediu a ajuda dele, né?
  • Repararam na recorrência do tema de reação em cadeia? Aqui, tudo começou com Bobby aparecendo para seu pai e acabou com Peter levando um tiro do Observer. Em outro episódio desta temporada, The Plateau, o moço da caneta também provocava reações em cadeia originando acidentes e mortes.
  • Só eu gargalhei quando Joyce diz a Walter que gosta de milkshake de morango? E quando ele chama a Astrid de Kelly? Muito a cara do Walter.
  • Astrid estava excepcionalmente bem neste episódio, mesmo que com pequenas participações. O que foi ela com os olhos cheios de lágrimas enquanto Joyce tocava piano? Sempre apoiando o Walter. Bonito de ver.

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