United States of Tara – 3×12 – The Good Parts (Series Finale)
24/06/2011 por Neide Campos
Categoria: Comentários de episódios, United States of Tara

Por Diogo Almeida
E aqui acaba United States of Tara. Lembrando que este fim não foi planejado pelos roteiristas, já que o episódio foi gravado antes da não-renovação. Mesmo não sendo planejado o episódio teve um ar de final de série que me deixou conformado e me fez perceber que seria difÃcil a série durar mais do que outra temporada. A série poderia cair na mesmice e o público ficaria irritado por Tara não progredir na cura do seu distúrbio. No geral o episódio foi lindo e como um sopro de ar fresco depois de uma temporada ótima e intensa, mas exaustiva emocionalmente.
Felizmente a tentativa de suicÃdio de Tara não foi bem sucedida, ao contrário, serviu para matar Bryce. Tara finalmente decide mostrar a Bryce que ela está no controle da situação, e que irá se responsabilizar pelos seus atos e procurar ajuda profissional. Matar Bryce logo no inÃcio do episódio foi uma ótima jogada dos roteiristas, pois deu tempo a Tara para passar um tempo como Tara com a sua famÃlia, assim eles poderiam discutir seus problemas antes de seguirem caminhos diferentes.
Os rompantes de raiva imaginários de Max, que chegou ao seu limite, nos faz temer que ele desista de Tara de uma vez por todas mas felizmente mais tarde, quando o desabafo se concretiza, descobrimos que sua revolta é na verdade contra Deus, contra o Universo, por fazê-los passar por tanta coisa, por ser tão cruel com eles, injustamente. E esse desabafo abre espaço para Marshall ter seu próprio momento de sinceridade com Tara.
Marshall foi definitivamente o destaque do episódio. Eu adoro como os personagens dessa série são complexos, e bem escritos. Em vários momentos senti como se Marshall fosse real, principalmente quando na sua conversa com Kate em que ele diz não se importar mais com a sua mãe, depois de tanta dor que ela o causou. Ele não tem mais sentimento nenhum por ela, quer dizer, na verdade ele reprime qualquer sentimento por ela. E em um dos momentos mais emocionantes do episódio, Tara finalmente pode ser a mãe que Marshall precisava, quando o leva para se despedir de Lionel.
Kate é outra personagem que me deixa apaixonado. É incrÃvel ver como ela evoluiu de adolescente rebelde que não dá a mÃnima pra ninguém, para a mulher decidida e responsável que decide cuidar da famÃlia. Depois de passarem juntos por tantas coisas difÃceis, Kate e Marshall são dois irmãos que realmente se amam e por isso ela decide abrir mão (ou adiar) a sua felicidade para tomar conta do irmão. Foi legar ver Evan sendo tão compreensÃvel com Marshall, dando a chance para que ele desabafasse e conversasse com alguém de fora. E é aà que Kate percebe que realmente ama Evan, vendo como ele é bom para a famÃlia dela. Seria ótimo ver essa relação crescer. Por falar em amadurecimento, Neil realmente se tornou um homem, e um homem bom e generoso. Adorei a atitude dele de querer tomar conta de Marshall. E Charmaine finalmente percebe isso e decide admitir que ama Neil e o pede em casamento. Felizmente isso aconteceu agora, ou não irÃamos ter um final próprio pra Neil e Charmaine.
Na despedida, Marshall diz para Tara não perder suas partes boas na terapia e depois de ver os alters principais na caminhonete entendemos que isso talvez signifique mais do que esperamos. Ótimo descobrir que os alters não foram mortos, mas foram apenas machucados por Bryce. Alice, Buck and T, continuam vivos, mas os outros não, aparentemente. Alice representa a mãe perfeita que Tara sempre quis ser, Buck representa a coragem e a amizade com Max e T representa a juventude e a vontade de viver de Tara. Estes alters, na realidade, são as boas partes de Tara, que representam as boas qualidades de Tara. Chicken era a representação do abuso que Tara sofreu, Gimmy era o lado angustiado de Tara, selvagem, derivado do abuso e Soshana era apenas uma muleta, uma ajuda desesperada que não precisava existir. A morte de Bryce não significou a cura de Tara, os alters originais continuam lá, na bagagem de Tara, ela ainda precisa de ajuda. Mesmo que esses alters nunca tenham causado danos realmente sérios, Tara ainda precisa se unir em uma só.
E assim acaba uma série maravilhosa, com gosto de final, mas ainda com algumas questões a serem respondidas. Quem sabe a série tenha um final definitivo de outra forma, como com um filme ou talvez a série seja adotada por outra emissora, mas eu não teria muitas esperanças. No fim do episódio me senti como Tara na cena final: satisfeito com o resultado, com o rumo das coisas e com a estranha e reconfortante sensação de que tudo acabará bem.





Tara vai deixar muita saudades… O roteiro era muito denso e cada personagem mexia profundamente com as pessoas. Realmente, depois de assistir o final da série, me conformei em ela não ser renovada, pois deu bem esse sentido de fechamento à história. Mesmo assim, eu não teria nada contra em haver algum especial de uns 4 episódios só como “epÃlogo”, pra mostrar como cada um se virou alguns anos depois.
Não entendi muito bem a Alice, a T e o Buck continuarem vivos, foi meio que alguma deixa para uma outra temporada? Também vale lembrar que foram os únicos que se despediram da turma, aconselhando cada um dos integrantes da famÃlia Gregson em especial (meio que preenchendo algum gap emocional que a Tara não dava a eles), e que não tiveram nenhuma cena com o Bryce eliminando algum objeto que os representavam fisicamente.
Pelo menos é uma série que eu vou gostar de rever daqui a alguns anos. Tomara que os autores e o elenco ganhem prêmios pela ótima performance.
Abraços!
Vai ser dificil encontrarmos uma série como Tara, acho que o momento que resume todos essa história, é quando Tara olha pra caminhonete e ve Alice, T e Buck todos maltrapilhos, porém vivos. E com isso mostra que eles são parte da Tara, e que ela, assim como nós, aprendeu a amar cada um. Vou sentir muita saudadade.
Realmente foi um episódio bem com cara de series finale, ainda que não tivessem antecipado (será?!?) o fim.
Gostei da cena final com a Tara sentindo o alÃvio do vento no rosto.
Entendi que os alters principais continuaram vivos por serem a melhor parte de Tara, a parte que a torna única e especial, bem como o Diogo disse no texto.
Foi série excelente, bastante densa e profunda. Vai fazer falta.