Falling Skies – 1×01/1×02 – Live and Learn/Armory

Por Stephanie Bertram

Antes de tudo, gostaria de agradecer à equipe do Guia de Seriados por permitir que eu fizesse parte do time de comentaristas do blog. Espero retribuir a confiança com bons textos que tragam informação e entretenham os leitores.

Sobre uma das várias séries estreantes que possuem o nome de Steven Spielberg por trás, posso dizer que tem grandes chances de ser sucesso. Com uma estreia que ultrapassou os 5 milhões de espectadores, o que é considerado excelente para canais a cabo, Falling Skies não deixou a desejar em praticamente nada: boas cenas de ação, efeitos legais, roteiro interessante e sem muita enrolação e personagens bem feitos. Tudo muito bem para uma Series Premiere.

Em ‘Live and Learn’, fomos introduzidos em uma história que já estava em andamento, e isso me agrada muito. Ninguém se dá ao trabalho de “mastigar” o que está acontecendo. Até porque, convenhamos, quem aqui não sabe como funcionam as invasões alienígenas? Mudam detalhes, mas no fim é tudo meio parecido: ETs invadem a Terra para dominar a raça humana e destruir o planeta. As criaturas de FS chegaram destruindo nossa tecnologia, capturando nossas crianças e matando os adultos, formando uma guerra constante contra nós. E tudo isso sem motivo aparente.

Mas o que fascina mesmo no episódio, é que logo de cara percebemos que os alienígenas (ou Skitters, como preferir), não são os grandes astros da história, e sim, os humanos. A luta pela sobrevivência, os conflitos e dramas vividos por eles, os limites que chegam para continuarem lutando… Isso sim é o que importa. Logo de início, já sabemos que o protagonista Tom está em busca de seu filho Ben, que foi dominado pelos alienígenas, e ainda não sabemos para qual fim. Ele também é pai de Hal e Matt. Hal é o mais velho e é um dos soldados, luta ao lado do pai. Já Matt ainda é criança e tem problemas em aceitar a morte da mãe, e em contrapartida sempre quer achar uma maneira de reviver os momentos felizes em família que tinha antes da chegada dos Skitters.

Há também outros personagens interessantes, como a médica Anne e a beata boazinha Lourdes. Elas representam que a série também terá conflitos amorosos, já que Anne pode facilmente ser par romântico de Tom e Lourdes deve abalar o pseudo-relacionamento de Hal e Karen.

Já o segundo episódio foi focado no sequestro da turma de Tom pelo que parece ser uma gangue meio oportunista e aproveitadora. Mas no final, o jogo vira e Margareth, uma das integrantes do grupo inimigo, se vira contra eles e ajuda Tom, exatamente quando seu antigo grupo resolve atacar a base da Resistência 2nd Mass. Tom captura o líder da gangue e o toma como refém. Tudo em paz, pelo menos por enquanto.
No fim do episódio, o cliffhanger é o fato de que o capitão Weaver deu sinal verde para as buscas de Tom por seu filho. E levou todo mundo com ele pra procurar também. É, tinha que ter alguma coisa para dar continuidade.

Particularmente, fiquei feliz com o que vi. Andei lendo comentários dizendo “eu esperava mais” etc. É o seguinte: se você procura uma série que é puro sci-fi, fuja de Falling Skies. Agora, se quer algo que mostre relações interpessoais, dramas, situações de limite extremo, e tudo regado a muita ação e suspense, essa é a série que você procura. Nada mais.

PS.1: Só eu achei a trilha sonora muito clichê?
PS. 2: Parece que quem vai surpreender cada vez mais é Jimmy, interpretado por Dylan Authors. Aquele pirralho ainda vai fazer cada estrago com aqueles rifles…

Meu twitter: @timetorocknroll

Neide Campos

Neide Campos postou 358 no Guia de Seriados.

Sou apaixonada por séries e assistia Sessão Aventura na Globo. NCIS, Doctor Who, Torchwood e Fringe, atualmente, alegram meu dia. Estou ansiosa pela volta de Sherlock.

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Comentários

7 comentários para “Falling Skies – 1×01/1×02 – Live and Learn/Armory”

  1. Marina comentou dia 23/06/2011 às 22:32:

    Adorei sua descrição da série. Boa dica, vou começar a assistir agora! :D

    Beeijos

  2. Melina comentou dia 23/06/2011 às 23:06:

    Eu gostei da premiere. Apesar disso, acho que essa série tem papel para uma temporada cheia, igual Spielberg fez com Taken. Não acho que seria promissora uma outra temporada. Mas que tivesse começo, meio e fim. Essas produções acabam cansando as pessoas justamente pq ninguém mais tem paciência para isso, e digo isso como fã de Lost. As perguntas e os mistérios vão existir, mesmo que o foco seja nas pessoas e nas relações entre elas, mas infelizmente, não é bem o que o público espera. Por isso que acaba frustando. Adorei seu comentário, seja bem-vinda e espero que continue escrevendo a cada novo episódio. Vc vai escrever tb sobre a série Terra Nova? Abraços!!

  3. Stephanie comentou dia 24/06/2011 às 10:23:

    é, eu quero acreditar que a série tem potencial, sabe? as pessoas esperam superproduções apocalípticas e tal, mas sinceramente eu prefiro assim, focando nos personagens. talvez seja porque nunca fui muito ligada em sci-fi e tal.
    bom, sobre Terra Nova, creio que não vou escrever, não. mas logo, logo vai sair meu comentário sobre Wilfred, a nova comédia do FX com o Elijah Wood. se te interessar, dá uma passada aqui!
    fico feliz que tenha gostado, um abraço

  4. Jackson comentou dia 24/06/2011 às 19:59:

    Muito boa a análise, parabéns.

    Eu vi os episódios separadamente, e ao fim do primeiro, achei interessante, mas pensei “quero ver se vão ter história pra contar, caminhos pra seguir”. Pois se ficar só nisso de “história sobre pessoas”, mostrando simplesmente a galera fazendo coisas sem parecer ter um rumo definido, a tendência é cansar bem rápido. Por isso adorei a segunda parte, o conflito humanos X humanos pode render MUITO, assim como a rivalidade fria entre o protagonista e o chefe do batalhão. E gostei do personagem líder da gangue (ainda tá cedo pra decorar os nomes, hehehe).

  5. Zé! comentou dia 24/06/2011 às 22:20:

    Adorei a review, é bem isso mesmo que vc descreveu.
    Eu achei a série fantástica e descordo com todo mundo q queria ver a invasão. Poxa parece que o pessoal não entendeu que a série é focada na resistência humana.

    Se fosse mostrar a invasão em si, a familia do “Rafinha Bastos” num era aquilo, demora mto pra chegar onde chegaram.

    Tipo, essa saída de já começar meses após a invasão é genial.

    AMEI FALLING SKIES

  6. Lavasco comentou dia 25/06/2011 às 13:10:

    O que vi me pareceu bastante previsível e muito convencional, pois já vimos estas questões endo vividas em Exterminador e outras séries. Vamos ver, promete, mas não sei se vai cumprir surpreendendo e fazendo um roteiro menos convencional. Bem feita ela foi e é, sem dúvida, porém… Não surpreendeu em nada, nem naquelas aparentes lagostas grudadas na espinha dos humanos em transe… Vou acompanhar… é puro divertimento

  7. Hattori Hanzo comentou dia 2/07/2011 às 13:16:

    @Lavasco,
    Creio que somos os únicos por aqui que achamos a série convencional. Eu diria mais, parece uma colcha de retalhos de clichês. Claro que depois que uma pessoa assiste Game of Thrones, Dexter, Mad Men ou Boardwalk Empire não é qualquer roteiro ou personagens que são capazes de impressionar.
    Ficando na área da ficção científica eu diria que 5 minutos de drama e/ou ação (sem nenhum efeito especial) de Battlestar Galactica, bate os 3 episódios já exibidos de Falling Skies. Sinceramente vou dar uma chance, mas depois de BSG não consigo ver qualquer coisa apenas por ser Sci Fi.



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