The Borgias – E01/02S01 – The Poisoned Chalice / The assassin
8/04/2011 por Neide Campos
Categoria: Comentários de episódios, The Borgias

Por Raquel de Mattos
Começou bem empolgado e interessante o primeiro episódio de The Borgias. É bom ver rostos conhecidos do cinema em nossas séries, como é o caso do Jeremy Irons, revelando todo o seu jogo de corrupção para se eleger Papa logo na estreia!
A abertura é um pouco longa, mas dá o tom do que vem pelo primeiro episódio ou pela série toda. Bastante sangue, sexo, conspirações e mortes. Vamos esperar para ver.
A história da família Borgia é verídica, Rodrigo Borgia realmente foi o Papa Alexandre VI e tudo mais, mas os fatos podem ser analisados de diversas formas ao longo do tempo, principalmente depois de mais de 500 anos.
Acredito que iremos ver bastante desses esquemas de uniões e mortes, segredos e traições, para manter o suspense da trama. E muita coisa de duplo sentido e coisas deixadas à imaginação do telespectador.
Logo que Rodrigo Borgia é eleito Papa Alexandre VI, teve uma situação no mínimo curiosa que me fez pensar, que é o caso do “Testes e pendentes”, onde ele é submetido a um exame na frente dos cardeais para provar que é de fato homem (aliás o resultado é “com testículos e bem dotado”!). Deve ter sido uma exigência do Vaticano depois da história da Papisa Joana – que se passou por homem, foi crescendo dentro de todas as ordens clericais e chegou a Papa (Papisa, no caso) e só foi desmascarada quando engravida e dá a luz (essa pelo menos é uma das versões que circulam, mas não existem fatos conhecidos do público em geral).
Outra situação bem interessante é quando Vannozza questiona os votos do Papa e ele confirma os votos de castidade e aniquila o voto de pobreza, como se espantasse a peste do corpo (“Deus me livre”)!
As boas atuações do elenco marcam presença, em especial a de Cesare Borgia (François Arnaud) e Michelletto (Sean Harris), sem contar com o sempre fabuloso Jeremy Irons, representando muito bem o Papa Alexandre VI. Para quem leu o livro homônimo de Mario Puzo, ele não deixa nada a desejar. Só não gostei muito da Lucrécia Borgia (Hollyday Grainger), pois ela parece mais uma menina mimada do século XXI. Tudo bem que ela poderia mesmo ser mimada, mas o jeito dela falar pareceu bastante artificial e atual para o século XV.
Como a outra produção da Showtime – The Tudors – eles são bem fiéis a questões técnicas como indumentárias, heráldica e comportamento cerimonial. Também vale lembrar que aquele conclave de fato não aconteceu na Capela Sistina como ocorre atualmente, pois isso é um fato recente (cerca de 100 anos) na história dos conclaves.
Domingo espero por um episódio menos animado, pois este parecia que eles iam contar a história toda de uma vez só!





Parece bem interessante, hein!